quinta-feira, 16 de junho de 2016




Ser professora de Português...


01 - Professora de português não nasce; deriva-se.
02 - Professora de português não cresce; vive gradações.
03 - Professora de português não se movimenta; flexiona-se.
04 - Professora de português não é filha de mãe solteira; resulta de uma derivação imprópria.
05 - Professora de português não tem família; tem parênteses.
06 - Professora de português não envelhece; sofre anacronismo.
07 - Professora de português não vê tv; analisa o enredo de uma novela.
08 - Professora de português não tem dor aguda; tem crônica.
09 - Professora de português não anda; transita.
10 - Professora de português não conversa; produz texto oral.
11 - Professora de português não fala palavrão; profere verbos defectivos.
12 - Professora de português não se corta; faz hiato.
13 - Professora de português não grita; usa vocativos.
14 - Professora de português não dramatiza; declama com emotividade.
15 - Professora de português não se opõe; tem problemas de concordância.
16 - Professora de português não discute; recorre a proposições adversativas.
17 - Professora de português não exagera; usa hipérboles.
18 - Professora de português não compra supérfluos; adquire termos acessórios e artigos indefinidos.
19 - Professora de português não fofoca; pratica discurso indireto.
20 - Professora de português não é antiecológica; compra superlativos sintéticos.
21 - Professora de português não é frágil; é átona.
22 - Professora de português não fala demais; usa pleonasmos.
23 - Professora de português não se apaixona; cria coesão contextual.
24 - Professora de português não tem casos de amor; faz romances.
25 - Professora de português não se casa; conjuga-se.
26 - Professora de português não depende de ninguém; relaciona-se a períodos por subordinação.
27 - Professora de português não tem filhos; gera cognatos.
28 - Professora de português não tem passado; tem pretérito mais-que-perfeito.
29 - Professora de português não rompe um relacionamento; abrevia-o.



Português - 5ºano
6 de junho 2016 - 10h30




O Euro
A moeda portuguesa




O euro foi introduzido em 1 de janeiro de 1999 nas operações realizadas nos mercados monetários, cambiais e financeiros e para a grande maioria das operações de retalho. 

No entanto, a introdução física do euro aconteceu apenas em 1 de janeiro de 2002, quando mais de 300 milhões de europeus começaram a utilizar as notas e moedas de euro. No final de fevereiro de 2002, as notas e moedas de euro tornaram-se as únicas com curso legal na área do euro.


Moedas correntes
As moedas correntes têm uma face europeia comum e uma face nacional.

Face comum

Face comum das moedas euroAs faces comuns das moedas foram desenhadas por Luc Luycx, designer gráfico da Real Casa da Moeda Belga.

As faces comuns das 8 denominações exibem a sua assinatura, representada por LL.


As imagens na face comum das moedas de euro exibem ou imagens da União Europeia (desenho de 1999) ou da Europa (desenho pós-2007) e simbolizam a unidade da UE.

Em 7 de Junho de 2005, o Conselho decidiu que as faces comuns das moedas de 10, 20 e 50 cêntimos e das moedas de 1 e 2 euros — que representam a União Europeia antes do alargamento de 15 a 25 Estados-Membros, em 2004 — deveriam ser alteradas, de modo a representar todos os Estados-Membros da União Europeia.

As faces comuns das moedas de valor mais baixo (1, 2 e 5 cêntimos) representam a Europa no mundo, pelo que não são afectadas pelo alargamento da União Europeia.

Face nacional

Cada Estado-Membro do Eurosistema concebeu a face nacional das moedas metálicas de euro do seu país, representando motivos nacionais relevantes e bem conhecidos, rodeados pelas 12 estrelas da União Europeia.

Face nacional da moeda euro
As faces nacionais das moedas metálicas cunhadas em Portugal foram desenhadas por Vítor Manuel Fernandes dos Santos, que se inspirou em símbolos baseados na História de Portugal, e representam os três selos reais de D. Afonso Henriques:


1, 2 e 5 cêntimos – a área central contêm o primeiro selo real de 1134 com a epígrafe Portugal;
10, 20 e 50 cêntimos – a área central contêm o selo real de 1142;
1 e 2 euros - a área central contém o selo real de 1144.
Os castelos e os escudos do país aparecem rodeados pelas 12 estrelas europeias, simbolizando o diálogo, o intercâmbio de valores e a dinâmica da construção da Europa.

Notas de euro

As notas de euro têm curso legal ilimitado no território dos países que adotaram o euro. Fora deste espaço, o euro não possui curso legal forçado.
As notas de euro têm poder liberatório ilimitado, ou seja, qualquer nota de euro, independentemente do seu valor nominal, é apta para solver débitos ou realizar pagamentos de qualquer montante.

Com a introdução das notas e moedas de euro, em 1 de janeiro de 2002, os Estados-Membros da União Europeia que adotaram o euro passaram a usar uma unidade monetária comum, com ampla utilização internacional, o que trouxe inequívocas vantagens de natureza económica e social para os cidadãos desses países. A área do euro integra 19 países, após a adesão da Eslovénia (2007), de Chipre e Malta (2008), da  Eslováquia  (2009), da Estónia (2011), da Letónia (2014) e da Lituânia (1 de janeiro de 2015). Depois de uma década em circulação, o euro é considerado, na Europa e no resto do mundo, uma moeda estável e, como tal, tem despertado a atenção dos contrafatores. 

Moedas euro
Para garantir a integridade das notas de euro, o Banco Central Europeu e os bancos centrais nacionais do Eurosistema decidiram desenvolver uma nova série de notas de euro, a série “Europa”.


Quanto melhor os cidadãos conhecerem as caraterísticas das notas e moedas de euro, mais facilmente saberão avaliar a sua autenticidade, o que obviamente tornará mais segura a sua utilização como meio de pagamento.





12 de Junho de 1985 

Assinatura do Tratado de Adesão de Portugal à CEE




Tratado firmado a 12 de junho de 1985, no Mosteiro dos Jerónimos, que admitiu finalmente Portugal como membro de pleno direito da Comunidade Económica Europeia (CEE).
A entrada na CEE verificou-se numa conjuntura de grandes mudanças estruturais dentro da própria organização europeia facto que várias vezes conduziu a um atraso das negociações da adesão. De facto, o pedido de adesão havia sido formalmente aceite a 28 de março de 1977, tendo apenas sido aprovado a 29 de março de 1985, depois de muita pressão do governo do Bloco Central. O tempo de apreciação foi de oito anos e um dia, período durante o qual a CEE se foi certificando da credibilidade e solidez do novo sistema político, concedendo ao mesmo tempo algumas ajudas monetárias ao abrigo dos acordos anteriores.

As questões postas durante o tempo das negociações centraram-se na agricultura, nas pescas e na indústria portuguesa, bem como na necessidade de Portugal não se tornar num contribuinte líquido do orçamento comunitário, numa primeira fase.
O texto assinado impunha uma fase transitória de acordo com as liberdades a serem instituídas no espaço europeu - pessoas, bens e capitais. Assim, a liberdade de trabalhadores só entrou em vigor a partir de 1993, enquanto a liberdade de estabelecimento teve efeito imediato, o que apenas era vantajoso para os países ricos. Quanto à circulação de bens, o limite estabelecido foi também janeiro de 1993, de forma que Portugal tivesse tempo de suprimir os direitos aduaneiros para passar a reger-se pela Pauta Exterior Comum. No que concerne à liberdade de circulação de capitais, Portugal mostrou-se mais conservador, tentando proteger as empresas nacionais do domínio europeu, beneficiando para tal de algumas anulações. O mesmo tipo de política protecionista foi aplicado a setores-chave como os têxteis e a agricultura, onde a evolução foi feita lentamente de forma a permitir uma remodelação (ou reconversão) do sistema agrícola.
Relativamente aos tributos, Portugal não conseguiu deixar de vir a tornar-se num contribuinte líquido, apesar de ter conseguido a devolução parcial do IVA até 1991. Por outro lado, Portugal beneficiou de um sistema de ajudas monetárias que visa apoiar o desenvolvimento do país e a sua real integração no conjunto europeu.
Fontes: Infopédia; wikipedia (imagens); Público

12 de Junho de 1875


A figura do Zé Povinho, criada por Rafael Bordalo Pinheiro



O Zé Povinho" é uma das mais conhecidas personagens criadas por Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905). Confunde-se com o povo português amplificando todos os seus defeitos e virtudes. Criado há mais de cem anos o Zé continua a ser nosso contemporâneo.

Raphael Bordallo Pinheiro (na grafia original) foi caricaturista, ilustrador, ceramista, decorador, editor e criador de uma das personagens que melhor personifica o ser português: o Zé Povinho.
A personagem nasceu em 1875 e passou a surgir com frequência nas vinhetas publicadas por Bordalo Pinheiro nas diversas publicações que editou ou onde colaborou. Surgiu pela primeira vez na 5ª edição do periódico "A Lanterna Mágica", a 12 de Junho de 1875, na charge intitulada "Calendário Portuguez", alusiva aos impostos, onde se representa o então Ministro da Fazenda, Serpa Pimentel, a sacar ao Zé Povinho uma esmola de três tostões para Santo António de Lisboa (representado por Fontes Pereira de Melo) com o "menino" (D. Luís I) ao colo, tendo ao lado o comandante da Guarda Municipal, de chicote na mão, presente para prevenir uma eventual resistência. Nas edições seguintes do periódico, a caricatura do Zé Povinho continuou a surgir com o personagem de boca aberta e a não intervir, resignado perante a corrupção e a injustiça, ajoelhado pela carga dos impostos e ignorante das grandes questões do país.
Tomou forma tridimensional, popularizando-se com a cerâmica da Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha, a partir do último quartel do século XIX.
O “Zé” foi assumindo a personalidade do povo, mas também as críticas ao sistema político e aos seus protagonistas. Os regimes passaram e as críticas assumiram novos contornos ultrapassando mesmo a vida do seu autor, com o “Povinho” a recriar-se nas mãos de novos autores e criadores.
Fontes: Ensina RTP; Infopédia; wikipedia (imagens)






Quem era Luís Vaz de Camões?

10 de Junho de 1580: 

Data provável da morte de Luís Vaz de Camões




Nome: Luís Vaz de Camões
Nascimento: c.1524/1525
Morte: 10-6-1580

Poeta português, filho de Simão Vaz de Camões e de Ana de Sá e Macedo, Luís Vaz de Camões terá nascido por volta de 1524/1525, não se sabe exatamente onde, e morreu a 10 de junho de 1580, em Lisboa.
Pensa-se que estudou Literatura e Filosofia em Coimbra, tendo tido como protetor o seu tio paterno, D. Bento de Camões, frade de Santa Cruz e chanceler da Universidade. Tudo parece indicar que pertencia à pequena nobreza.
Atribuem-se-lhe vários desterros, sendo um para Ceuta, onde se bateu como soldado e em combate perdeu o olho direito - perda referida na Canção Lembrança da Longa Saudade- e outro para Constância, entre 1547 e 1550, obrigado, diz-se, por ofensas a uma certa dama da corte.
Depois de regressado a Lisboa, foi preso, em 1552, em consequência de uma rixa com um funcionário da Corte, e metido na cadeia do Tronco. Saiu logo no ano seguinte, inteiramente perdoado pelo agredido e pelo rei.
Segundo alguns autores, terá sido por essa altura que compôs o primeiro canto de Os Lusíadas.
Na Índia parece não ter sido feliz. Goa dececionou-o, como se pode ler no soneto Cá nesta Babilónia donde mana. Tomou parte em várias expedições militares e, numa delas, no Cabo Guardafui, escreveu uma das mais belas canções: Junto dum seco, fero e estéril monte.. Viajou de seguida para Macau, onde exerceu o cargo de provedor-mor de defuntos e ausentes, e escreveu, na gruta hoje reconhecida pelo seu nome, mais seis Cantos do famoso poema épico. Voltou a Goa, naufragou na viagem na foz do Rio Mecom, mas salvou-se, nadando com um braço e erguendo com o outro, acima das vagas, o manuscrito da imortal epopeia, facto documentado no Canto X, 128. Nesse naufrágio viu morrer a sua "Dinamene", rapariga chinesa que se lhe tinha afeiçoado. A esta fatídica morte dedicou os famosos sonetos do ciclo Dinamene, entre os quais se destaca. Ah! Minha Dinamene! Assim deixaste.Em Goa sofreu caluniosas acusações, dolorosas perseguições e duros trabalhos, vindo Diogo do Couto a encontrá-lo em Moçambique, em 1568, "tão pobre que comia de amigos", trabalhando n'Os Lusíadas e no seuParnaso,"livro de muita erudição, doutrina e filosofia", segundo o mesmo autor.
Em 1569, após 16 anos de desterro, regressou a Lisboa, tendo os seus amigos pago as dívidas e comprado o passaporte. Só três anos mais tarde conseguiu obter a publicação da primeira edição de - Os Lusíadas, que lhe valeu de D. Sebastião, a quem era dedicado, uma tença anual de 15 000 réis pelo prazo de três anos e renovado pela última vez em 1582 a favor de sua mãe, que lhe sobreviveu.
Os últimos anos de Camões foram amargurados pela doença e pela miséria. Reza a tradição que se não morreu de fome foi devido à solicitude de um escravo Jau, trazido da Índia, que ia de noite, sem o poeta saber, mendigar de porta em porta o pão do dia seguinte. O certo é que morreu a 10 de junho de 1580, sendo o seu enterro feito a expensas de uma instituição de beneficência, a Companhia dos Cortesãos. Um fidalgo letrado seu amigo mandou inscrever-lhe na campa rasa um epitáfio significativo: "Aqui jaz Luís de Camões, príncipe dos poetas do seu tempo. Viveu pobre e miseravelmente, e assim morreu."



10 de Junho,


Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas




O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, celebrado a  10 de Junho, é o dia em que se assinala a morte de  Luís Vaz de Camões em  1580 é também o dia de Portugal.
O 10 de Junho é estipulado como feriado, na sequência dos trabalhos legislativos após a implantação da República a 5 de Outubro de 1910. No decorrer desses trabalhos legislativos, foi publicado um decreto a 12 de Outubro, que definia os feriados nacionais. Alguns feriados foram eliminados, particularmente os religiosos, de modo a diminuir a influência da  Igreja Católica e com o objectivo de consolidar a laicização da sociedade.
O decreto que definia os feriados nacionais dava ainda a possibilidade dos municípios e concelhos escolherem um dia do ano que representasse as suas festas tradicionais e municipais. Lisboa escolheu para feriado municipal o 10 de Junho, em honra de Camões, uma vez que a data é apontada como sendo a da morte do poeta.
Luís de Camões representava o génio da pátria na sua dimensão mais esplendorosa, significado que os republicanos atribuíam ao 10 de Junho, apesar de nos primeiros anos da república ser um feriado exclusivamente Municipal. Com o 10 de Junho, os republicanos de Lisboa tentaram evocar a glória das comemorações camonianas de 1880, uma das primeiras manifestações das massas republicanas em plena monarquia.
O 10 de Junho começou por ser apenas um feriado municipal para passar a ser particularmente exaltado com o Estado Novo. Foi a partir desse período que o dia de Camões passou a ser festejado a nível nacional. Até ao 25 de Abril, o 10 de Junho era conhecido como o Dia de Camões, de Portugal e da Raça, este último epíteto criado por Salazar na inauguração do  Estádio Nacional do Jamor em 1944. A partir de 1978 este dia fica designado como o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.